Gatos, a arte de amar
No ano passado, o Zé passou todas as noites dormindo comigo, e não foi embora em nenhum momento. No inverno, se aninhava debaixo do edredom exatamente como nesta foto. Foi um inverno rigoroso para mim, um tempo de recolhimento, de silêncio e de atravessamentos internos. E, em todos esses dias, esse peludinho esteve ali: firme, presente, me olhando com atenção, brincando, pedindo colo. É simplesmente impossível não te amar, Zé. 🤍
Quantas vezes você pulou sobre os tecidos, as tintas, as máquinas. Quantas vezes deixou sua patinha marcada em tudo o que eu criava. Como se cada peça precisasse, inevitavelmente, do seu toque, como se o detalhe mais especial fosse, justamente, ter um pouco de você em tudo.
No ateliê, a gente sempre dizia que você era o fiscal, o verdadeiro controle de qualidade das embalagens. E os copos de água? Você nunca resiste. Primeiro enfia o focinho, depois mexe a água com a patinha, como quem confere se está tudo certo. É irresistível te ver fazendo isso. 🤍
E que a gente siga assim: dividindo silêncios, atravessando estações, criando juntos, eu com as mãos, você com o coração. Que sua presença continue sendo esse lembrete diário de afeto simples, de cuidado sem pressa, de amor que não pede nada além de estar. Porque enquanto você estiver aqui, Zé, tudo faz mais sentido. 🤍
Nossa casa é mais feliz com você, dengo.
Respira.










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