Mulheres e os Lobos
O retorno à vida feita à mão, a cura dos instintos feridos Quando um conto de fadas termina como esse, com a morte ou a mutilação do protagonista, nós nos perguntamos como o fim poderia ter sido diferente. Em termos psíquicos, é bom criar um local intermediário, uma estação secundária, um lugar bem escolhido, quando se escapa da fome. Não é demais tirar um ano ou dois, para avaliar os nossos ferimentos, procurar orientação, ministrar os medicamentos, meditar sobre o futuro. Um ano ou dois é um tempo limitado. A mulher braba é aquela que está tentando voltar. Ela está aprendendo a acordar, a prestar atenção, a parar de ser ingênua, desinformada. Ela apanha a vida nas próprias mãos. Para reaprender dos instintos femininos profundos, é essencial, para começar, que se veja como eles foram destituídos. Quer os danos tenham sido sofridos pela sua arte, pelas suas palavras, estilos de vida e pensamentos, quer pelas suas ideias, e se você tiver tricoteado uma pulôver a muitas mangas para ...









