Arte, Imagem e Cores
É curioso, quase comovente, como essa fotografia se entrega ao olhar como uma pintura abstrata, dessas que não se explicam, apenas se sentem. Uma imagem que não pede pressa, não aceita distração. Ela exige presença. Daquelas obras que não se atravessam com os olhos, mas com o corpo inteiro, como quem entra em um espaço sagrado de contemplação. 🖼️ Quanto mais se observa, mais ela se revela. Especialmente quando o olhar se permite vagar por outros ângulos, por outras leituras, por outras possibilidades de interpretação. Surgem, então, pinceladas invisíveis, mas intensamente perceptíveis: tons alaranjados que aquecem a cena como um afago tardio, azuis que respiram profundidade e distância, cinzas que organizam o silêncio, pretos que dão peso, limite e fundamento. Entre eles, quase como um segredo bem guardado, um leve amarelo insiste em existir — não como protagonista, mas como memória de luz. 💫 À direita da imagem, as nuvens deixam de ser apenas nuvens. Tornam-se textura, matéria, su...









