Meu corpo, alma e Coração
Um corpo sem caneta emagrecedora. 🩷
Parece bonito dizer isso. Parece até uma pequena vitória. Mas hoje eu me peguei em crise. Porque existe uma diferença enorme entre celebrar o próprio corpo e nunca mais se sentir atravessada pelas cobranças que recaem sobre ele.
Meu corpo é, talvez, a minha maior ferramenta de resistência. É nele que carrego as marcas das batalhas que ninguém viu, os excessos, as faltas, as mudanças, os recomeços. É com ele que sigo ocupando lugares onde um dia disseram, explícita ou silenciosamente, que eu não caberia.
E eu vou continuar cuidando dele. Não para caber em um padrão, mas para permanecer inteira. Para ter saúde, força e fôlego para viver tudo aquilo que ainda desejo. Meu corpo segue sendo a ferramenta que me leva a lugares onde eu jamais imaginei estar.
Há dias em que eu o amo profundamente. Há dias em que preciso reaprender a habitá-lo.
Talvez resiliência seja justamente isso: não transformar a nossa existência em uma guerra contra nós mesmas. É sustentar o próprio corpo enquanto o mundo insiste em nos ensinar a rejeitá-lo.
E, apesar de tudo, sigo.
Com a alma firme.
A mente tranquila.
O coração bondoso.
E um corpo que, todos os dias, continua me levando para a vida.
Cuidem de suas amigas. 🩷









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